Da escrivaninha da delegacia ao plenário: a origem de um projeto que virou lei
Comecei na Polícia Civil de Goiás em 1983, como escrivão. De lá para cá foram décadas de balcão de delegacia: ouvir vítima, lavrar boletim, correr atrás de prazo processual que não fecha. Foi essa vivência que levei comigo quando cheguei à Câmara dos Deputados.
O que se aprende no balcão da delegacia
Lei que ninguém consegue cumprir não é lei, é papel — e isso a gente só entende de verdade quando trabalha na ponta. Presidi a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás, e essa função me colocou em contato direto com o problema estrutural da segurança pública, não só com um caso isolado.
Da prática para o texto da lei
Fui relator do Novo Código de Processo Penal na Câmara dos Deputados. Ser relator significa revisar cada trecho do texto, negociar ajustes com outros parlamentares e decidir, artigo por artigo, o que efetivamente muda a vida de quem trabalha e de quem precisa da lei para se proteger. Tentei fazer isso sempre olhando para quem está na ponta: o policial, o delegado, o cidadão que espera por uma resposta.
Hoje, como candidato, volto à rua para ouvir de novo quem vive longe da capital. A experiência de décadas na segurança pública continua sendo a base de tudo que eu proponho.
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